ONPORT NA CIESP-OESTE

16/04/2010

Dia da Mulher na Ciesp Oeste


REMANUFATURANDO BROTHER TN 350

09/04/2010

Clique no link abaixo para obter o passo a passo

Remanuf – Brother TN350


LIMPEZA DE CARTUCHOS DE TINTA

01/04/2010

Antes de encher seus cartuchos vazios é importante limpar e remover todo o resto de tinta do cartucho e da cabeça de impressão. Se você está usando um líquido limpador como o nosso líquido limpador, adicione 1 parte do cleaner concentrado e 3 partes de água destilada/deionizada e misture bem durante 5 segundos.

LIMPEZA BASICA: Coloque os cartuchos de molho em 1-2 cm do líquido de limpeza para ajudá-los a dissolver as partículas ressecadas na cabeça de impressão. Se você embebeu um cartucho de esponja, faça vácuo na cabeça de impressão depois de ter colocado de molho o cartucho, de tal forma de retirar todo o líquido de limpeza do interior do cartucho que foi absorvido pela esponja. pela esponja.

LIMPEZA QUENTE: Aqueça o cleaner a 35ºC antes de realizar a LIMPEZA BASICA. A solução quente trabalhará mais rapidamente e mais eficientemente pois dissolverá as partículas de tinta seca. Nota: O líquido de limpeza não deve ser superaquecido. Nunca faça com que ele ferva.

LIMPEZA INTERNA: Para cartuchos sem esponja, encha o cartucho com um 50-75% do Cleaner Onjet, e logo vire o cartucho (não chacoalhando o cartucho) de 3 a 5 vezes. Depois retire o líquido de limpeza do cartucho através da cabeça de impressão com uma bomba de vácuo. Para um ótimo resultado é aconselhável deixar secar os cartuchos com o objetivo que a nova tinta não seja diluída com alguma gota do líquido de limpeza que ficou no interior. A solução limpadora será mais eficaz se estiver quente. Quando limpa com o líquido de limpeza o cartucho 29A, deixe-ó descansar pelo menos 15 minutos para dissolver melhor os restos de tinta que ficaram em suas paredes internas. IMPORTANTE! Todo os restos de tinta visíveis DEVEM ser removidos do cartucho. Se não fizer isto você terá falhas de impressão, pois os resíduos de tinta velha serão mais leves e se depositarão na zona da cabeça de impressão causando a obstrução da mesma.

LIMPEZA CENTRÍFUGA: Para os cartuchos com esponja, injete o líquido de limpeza no cartucho e use uma máquina centrífuga para remover a solução de limpeza do interior. Para uma limpeza meticulosa este processo pode ser repetido em até 3 vezes. Se você não possui uma máquina centrífuga, pode realizar este processo com uma bomba de vácuo, drenando na cabeça de impressão do cartucho.

CONSELHO 1: A maioria dos cartuchos coloridos não exigem a lavagem interna. Simplesmente coloque a cabeça de impressão de molho, e assegure-se para fazer vácuo na cabeça de impressão para retirar todo o resto da solução da limpeza que foi absorvida pela cabeça de impressão.

CONSELHO 2: Se há uma contaminação de cores, é mais provável que a área afetada seja a área anterior à cabeça de impressão unicamente.

CONSELHO 3: Ao imprimir um chapado de cada cor (3 a 5 páginas), teria que desaparecer a contaminação. A tinta seca dentro do cartucho voltará a transformar-se em solução quando a tinta nova entre em contato. A única ocasião em que deve se fazer uma limpeza centrífuga no cartucho color, é quando uma cor contaminou a esponja da outra cor.

Para seu conhecimento temos Máquinas de vácuo, centrífugas, aquecedores de solução, e também o kit ventosa com bico de silicone. Veja no nosso site http://www.onport.com.br


REMANUFATURANDO HP 2600 / 2605 / 1600

04/02/2010

Instruções técnicas – Instrucciones técnicas

HP LaserJet P2600/2605/1600

2600 – 1  (Baixe o PDF ou clique em cada pagina)

Reciclamais Nº 83 – 2009


REMANUFATURANDO HP 1005/1006/1505

01/02/2010

Instruções técnicas – Instrucciones técnicas

HP LaserJet P1005/1006/1505 -

Recicla CB435-436 (Baixe o PDF ou clique em cada pagina)

Reciclamais Nº 85 – 2009


CISS – HERÓIS OU VILÕES?

16/12/2009

Eng. Cássio Rodrigues

Fonte: Revista Guia do Reciclador – Ano 5 – Nº32 – Abr/Mai 2009

Por muito tempo convivi com os sistemas de alimentação contínua de tinta, os chamados CISS, (Continuous Ink Supply System) ou no jargão do Mercado, os “bulks Inks”, e, devido a uma série de situações vividas com eles, resolvi escrever um artigo para que possa explicar um pouco sobre seu uso.

Os CISS não são sistemas novos. Vêm desde as impressoras “Wide Formats”, ou “plotters”, como os Encad, HP e Epson, praticamente sem mudanças, e sempre existiram para as impressoras de pequeno porte. Seu “boom” realmente deu-se nos últimos 2 anos, pela popularização das impressoras domésticas Epson, e principalmente pela popularização das fotografias digitais.

Há alguns anos atrás, quando mencionava sobre tintas específicas para cartuchos, as impressoras fotográficas estavam aparecendo e sua popularidade estava diretamente ligada aos preços dos consumíveis. Atualmente, vemos os preços das impressoras despencarem, as pessoas adquirindo máquinas digitais e principalmente procurando imprimir suas fotos. É evidente que o preço das fotografias quando imprimimos com suprimentos originais são quase proibitivas, e, portanto o uso do CISS é extremamente econômico.

Vantagens dos CISS:

A primeira vantagem dos Bulk Inks é o preço da fotografia:

Usando uma impressora C-110, dotada de 5 cartuchos (custo total R$ 140,00), podemos imprimir cerca de 350 páginas com cada cor e 740 com os pretos, sempre com cobertura de 5%. Com um sistema de alimentação contínua, cheio com tinta (500 ml), podemos imprimir até 400 fotos, em papel A4, ou mais de 8 mil folhas com a mesma cobertura.1

Quando olhamos os custos de cada folha impressa com 100% de cobertura, chegamos a incríveis R$ 0,12, e se compararmos com o custo de uma página impressa com os originais, de R$ 2,00 pela mesma cobertura, a vantagem torna-se extremamente evidente.

Os maiores usuários deste sistema então são pessoas que necessitam de grandes volumes de impressão a custos baixíssimos, como Lan-houses, cópias de CD, impressão de apostilas e documentos volumosos, fotografias, além de usuários domésticos, maravilhados com a nova possibilidade de tecnologia que são as máquinas digitais. Não recomendamos o uso de um CISS por pessoas que pouco imprimem, pois o valor do investimento não compensará ao usuário.

Os sistemas de alimentação contínua também não tiram a originalidade da impressora, pois os tubos e cartuchos são facilmente colocados na parte externa da máquina, e removidos sempre que necessário. Os braços de fixação dos tubos são presos por adesivos especiais que não reagem com a carcaça plástica da máquina e podem então ser removidos sem que resíduos de adesivo fiquem visíveis.

Instalação

Os maiores problemas com a instalação de um CISS são devido à falta de leitura ou mesmo observação dos manuais que sempre os acompanham. Caso seu CISS não tenha um manual, basta seguir os seguintes passos:

  1. Separar as peças
  2. Tenha calma. Muita calma…
  3. Verificar se as mangueiras estão conectadas nos cartuchos, e se estes estão na ordem certa de colocação de acordo com seu equipamento
  4. Os tanques normalmente possuem dois orifícios: um para a colocação da tinta e um para o respiro. Tampe o respiro com a tampinha que acompanha o kit
  5. Encha cada tanque com a tinta apropriada e aguarde que esta comece a percorrer as mangueiras.
  6. Normalmente os cartuchos possuem uma pequena tampa de silicone em sua parte superior. Ao retirá-la, você verá que a tinta flui com mais rapidez pela mangueira. Tampe quando perceber que os cartuchos estão cheios.
  7. Caso perceba que a tinta não enche os cartuchos, use a seringa que acompanha o kit, forçando delicadamente a tinta percorrer o trajeto. Lave a seringa a cada cartucho, se sujar de tinta, para que não contamine o cartucho.
  8. No reservatório, feche o orifício de entrada de tinta (complete de tinta se necessário), e abra o respiro, instalando o pequeno filtro que deve acompanhar o kit.
  9. Ligue sua impressora
  10. Deixe que o carro chegue à sua posição central, solicitando os cartuchos, e neste momento, desligue-a da rede elétrica, liberando o carro para ser movimentado
  11. Instale o conjunto dos cartuchos
  12. Meça a distância das mangueiras, para que fiquem livres e não prejudiquem o movimento do carro
  13. Prenda as mangueiras, com as presilhas que acompanham os kits
  14. Ligue a impressora novamente.
  15. A impressora irá solicitar cartuchos novos. Aperte o botão de troca de tinteiro uma vez para cada cartucho (se for Epson), mais um para que o carro se mova à posição de troca.
  16. Caso seu CISS possua botão de reset, esta é a hora de apertá-lo. Caso não tenha, ignore este passo.
  17. Aperte novamente o botão de troca de tinteiro, e pronto… A impressora estará pronta para começar a imprimir.
  18. Realize de um a dois testes de limpeza da cabeça, para eliminar qualquer bolha de ar do sistema.

Existem sistemas para outros tipos de impressoras, como as Canon, Brother e HP, e todas seguem os mesmos princípios.

Pessoalmente eu desaprovo o uso de CISS em cartuchos com circuito acoplado, como os HP 27 ou os Lexmark 16, porém algumas empresas desenvolveram soluções interessantes. A regra neste caso é sempre pesquisar, perguntar ao provedor e realizar testes. Nunca use cartuchos com muitas recargas ara a instalação deste sistema, ou seu investimento irá ser desperdiçado.

Principais problemas com o uso do sistema

Fora os problemas de falhas de instalação por impaciência do usuário, os maiores problemas dos CISS em uso são causados pela escolha da tinta errada. Nunca encha o sistema com outra tinta que não seja a inicial, pois, mesmo que as duas sejam de alta qualidade, pode haver alguma reação entre os componentes químicos, entupindo os cartuchos.

Existem sistemas específicos para a utilização de tintas pigmentadas e tintas sublimáticas, com mangueiras e reservatórios especiais. Consulte sempre seu provedor para que este possa lhe oferecer o mais adequado a seu uso.

Também existem várias tintas diferentes, umas com resistência à ultravioleta, outras não. Use sempre as melhores disponíveis, ou suas fotos esmaecerão em poucos dias.

Outro grave problema em uso é quando deixamos entrar ar no sistema, ocasionando mal funcionamento dos cabeçotes. Este problema só ocorre quando o usuário, distraído, deixa acabar a tinta dos tanques.

Um terceiro grave problema que ocorre com os CISS é quando o usuário coloca os tanques em um nível mais alto que a impressora. O sistema é um sistema aberto, de vasos comunicantes, e trabalha por diferença de pressão. Trocando em miúdos, se o usuário colocar os tanques acima do nível da impressora, a tinta irá vazar toda na mesa… E se colocar abaixo, o sistema não terá energia suficiente para sugar a tinta dos reservatórios, e novamente não funcionando…

Um quarto problema enfrentado com o CISS é com relação ao circuito do conjunto dos cartuchos. Lembramos que o circuito é um elemento eletrônico, sujeito a falhas de fabricação, porém uma vez instalado e funcionando, dificilmente queimará em sua vida útil.

Raro mas possível é o sistema vir de fábrica com uma versão de firmware diferente do que o da máquina. Seu provedor de CISS irá efetuar a troca, quando necessário.

A impressora também possui um reservatório interno de resíduos, dotado de algumas placas de feltro, absorvendo a tinta que é retirada regularmente da cabeça de impressão. É comum que instalem reservatórios externos de resíduos, para que se tenha um maior controle sobre ele. Peça sempre que um técnico de impressoras faça esta instalação, para que não tire a originalidade da mesma.

Quando há alguma falha de impressão, proceda com o teste de limpeza. A maior parte das falhas de impressão é devido a bolhas de ar na cabeça, e as eliminando-os com um ou dois procedimentos de limpeza, como menciona o Fabricante no manual do equipamento.

Um ponto a ser observado no uso dos CISS é com relação à vida útil do equipamento. Certamente um usuário deste sistema irá passar, em muito, o ciclo mensal de trabalho do equipamento. Não se desespere, mas é uma realidade. O usuário, nestas condições, deve se ater ao custo do equipamento, e, somando com o custo do sistema, calcular os custos totais das folhas impressas, que ficara ainda muito compensador.

Conclusão sobre o sistema

O sistema de alimentação contínua, ou CISS, é uma excelente ferramenta de impressão, se usado com determinadas regras. Use e abuse do sistema, e obtenha grandes benefícios com grande qualidade.

O Instituto Cássio Rodrigues foi fundado em 2006, pelo Eng. Cássio Rodrigues com o intuito de estudar, profissionalizar, qualificar e melhorar o mercado de remanufatura.

Seu Fundador, após 13 de experiência no ramo e verificando os motivos porque tantas empresas têm dificuldades em manter os padrões de qualidade aliados a falta de conhecimento não apenas no que se refere a questões técnicas, mas também, comercialização, fornecimento, logística e conhecimentos de marketing, criou o instituto onde o aluno encontra soluções para gerar um verdadeiro crescimento e lograr sucesso profissional. O mercado está mais exigente onde sobreviverão somente os melhores.

Contatos pelo e-mail: atendimento@cassiorodrigues.eng.br

As marcas, modelos e imagens aqui postadas são utilizadas meramente em caráter informativo.

Fonte: Revista Guia do Reciclador – Ano 5 – Nº32 – Abr/Mai 2009

info@guiadoreciclador.com
www.guiadoreciclador.com

1 Baseando-se nas Normas ISO/IEC 24711 e 24712

Sobre como adquirir Bulk Ink e insumos consulte: santiago@onport.com.br


GOTAS DE TINTA

24/11/2009

Fotografia de gotas de tinta feitas através de um microscópio eletrônico.

Gotas de tinta


ANIMAÇÃO DE UM CARTUCHO DE TONER

11/11/2009

TUDO SOBRE PARTÍCULAS DE TONER

05/11/2009

Tudo o que você queria saber sobre partículas de toner e ninguém conseguia explicar…

Eng. Cássio Rodrigues

Para facilitar aos recondicionadores na hora da compra e negociação, bem como melhorar o entendimento de uma das matérias primas mais importantes para recondicionar um cartucho a laser, elaborei este guia prático, contendo todas as nomenclaturas existentes no ramo.

 Além destas nomenclaturas, aproveito para lembrar que o toner é um material frágil e sensível ao calor e luz, devendo ser armazenado em local seco, fresco, entre 15°C e 35°C, longe do abrigo de luz e fontes de calor. Armazenar os frascos em locais úmidos e principalmente quentes, certamente irá desestabilizá-lo, podendo até mesmo apresentar empedramento.

 Podemos definir um toner por sua composição química, por seu processo de fabricação, por sua resina de fusão, por sua característica de partícula, coloração, polaridade e utilização. Abaixo estão descritas, de forma resumida, estas características.

toner1

Ilustração 1 – Tecnologia Colorsphere® da HP, mostrando a evolução dos toneres coloridos:
1998: HP4500; 2001: HP 2500; 2005: HP 2600; 2008: HP 12151

 Quanto à sua matéria-prima

 As partículas de toner são um agregado de matérias-primas, como Polímeros, que são responsáveis pelo transporte de pigmentos e a fusão/fixação dos pigmentos no substrato, Pigmentos, que convertem os traços dos polímeros em imagens visíveis, Magnetita, que é responsável pelo controle de toner e de fundo, agentes de controle de carga, responsáveis pelo controle de polaridade, nível e proporção de carga, ceras, que agem para misturar os agentes químicos e substituição do óleo fusor, e finalmente os aditivos externos, responsáveis pelas estruturas químicas e físicas complexas, e fluxo e aderência do toner.

  1.  
    1. Ferroso
      1. Pigmento: Negro de Fumo ou pigmentos coloridos
        1. Responsáveis pela coloração do pó de toner
      2. Agente transportador de carga: Cerâmica ou sílica
        1. Responsável pelo armazenamento da carga eletrostática e triboelétrica das partículas de toner
        2. Responsável pelo transporte de toner desde o rolo magnético de revelação para o OPC e posteriormente para a folha
      3. Agente fusor: Resinas
        1. Responsável por fixar permanentemente as partículas de toner na folha de papel, após a passagem pelo fusor da máquina
      4. Agente de revelação: Óxido de ferro (Magnetita)
        1. Responsável por retirar o toner do reservatório de toner, disponibilizando-o para o OPC
      5. Agentes de brilho: Ceras
      6. Usado em cartuchos dotados de rolo revelador magnético (com ímã);
    2. Cerâmico HP coloridos e outros
      1. Pigmento: Negro de Fumo ou colorido
        1. Responsáveis pela coloração do pó de toner
      2. Agente transportador de carga: Cerâmica
        1. Responsável pelo armazenamento da carga eletrostática e triboelétrica das partículas de toner
        2. Responsável pelo transporte de toner desde o rolo de revelação para o OPC e posteriormente para a folha
      3. Agente agregador na fusão: Resina
        1. Responsável por fixar permanentemente as partículas de toner na folha de papel, após a passagem pelo fusor da máquina
      4. Agentes de brilho Ceras
      5. Usado em Lexmark, Samsung, Brother, HP coloridos
    3. MICR
      1. Magnetic Ink Caracter Recognition”
      2. Toner usado em impressão de documentos de segurança, como cheques ou boletos, que podem ser lidos por um leitor magnético
      3. Carrega uma carga extra de óxido de ferro, residual na impressão.
      4. Pode ser para máquinas HP e Lexmark, respeitando suas características individuais.

 Quanto à sua Mistura

    1. Bi-componentes
      1. Agregam todas as partículas
    2. Mono-componentes
      1. Usam os chamados “Reveladores”, partículas de ferro acondicionadas em reservatórios separados
      2. Copiadoras Xerox são o melhor exemplo desta tecnologia

 Quanto às resinas (agente agregador na fusão)

    1. Estireno-Acrilato (acrílico)
      1. Resina usada em cartuchos mais antigos;
      2. Usado em larga escala, por mais de 40 anos, até o advento das resinas à base de poliéster, em meados de 2001;
      3. Temperatura de fusão perto de 85°C;
      4. Partículas mais duras;
    2. Poliéster
      1. Resina usada em cartuchos mais novos;
      2. Temperatura de fusão perto dos 75°C;
      3. Partículas mais macias;
      4. Menor geração de gases tóxicos (compostos orgânicos voláteis);
      5. Maior vida em estoque;
      6. Menor desgaste das peças internas, como OPC e lâmina limpadora;
      7. Usado em máquinas de maiores velocidades e máquinas mais recentes (após 2001);
      8. Atualmente todos os cartuchos saem de fábrica com toneres à base de poliéster;

A utilização de um pó que não seja o específico, neste caso, pode trazer ao usuário conseqüências desagradáveis como toner se soltando da folha após a fusão, maior desgaste das peças internas, menor rendimento e menor qualidade de impressão.

Um toner de poliéster, se bem formulado, pode substituir os toneres de estireno-acrilato, porém o inverso não é aplicado, ou seja, um toner à base de acrílico

 Quanto ao processo de fabricação

    1. Moagem (Toner Convencional)

O material (resinas, pigmentos, ceras e magnetita) é aglomerado, fundido, extrudado, resfriado e moído, para depois ser classificado e finalmente ter os aditivos externos agregados. 

part-toner

Ilustração 2 – Partícula de toner convencional2

    1. Pulverização

Fluxo pastoso de material é submetido à jato de ar a alta velocidade, para que então seja reduzido a partículas mais arredondadas, posteriormente sendo classificada em um leito magnético ilustr3

Ilustração 3 – Toner Pulverizado3 

  1.  
    1.  
      1. Partículas, em sua maioria, compostas de poliéster, com formatos mais arredondados;
      2. Atualmente a maior parte dos cartuchos fabricados usa este tipo de toner, excetuando-se os que usam materiais produzidos por processos químicos;
      3. Samsung CLP-300 colorido usa toner convencional e partículas arredondeadas;
    2. Químico ou polimerizado

Os materiais são colocados em suspensão em um solvente (resinas, pigmentos e outros ingredientes), para que, depois da adição de um polimerizante e um controle rígido das reações, termos partículas esféricas. Posteriormente o toner é lavado e seco, onde finalmente é classificado por atomização e segue para a adição dos aditivos externos, como agentes de carga e sílicas.

  1.  
    1.  
      1. Partículas construídas dentro de um reator químico por meio de uma reação entre gases;
      2. Partículas esféricas;
      3. Melhor assentamento das partículas nos reservatórios;
      4. Menor volume nos reservatórios de toner;
      5. Menor desgaste dos rolos de revelação;
      6. Menor quantidade de toner na folha de papel;
      7. Menor geração de lixo;
      8. Todos os cartuchos da nova geração da HP são carregados com toneres químicos;
      9. Coloridos HP 2600 e mais novos – usam químicos e não ferrosos;
      10. HP monocromático, a partir do CB435 e CB436 (P1005 e P1505) usa toneres químicos e ferrosos;

A clara evolução do processo de fabricação de toner traz a nosso Mercado uma barreira mais difícil de ser transposta, uma vez que a utilização de toneres convencionais em cartuchos que são construídos para usar os pós químicos pode trazer graves conseqüências ao usuário, como coloração extremamente fraca e principalmente vazamento nas impressoras.

Como não usam petróleo em seu processo de fabricação, os toneres químicos produzem imagens mais reais, devido à menor utilização de partículas na folha, as impressões possuem qualidade tão boa quanto impressões em off-set.  

part-toner-esq

part-toner-dir

Ilustração 4 – Partículas de toner: acima , uma partícula esférica, criada por um processo químico, e abaixo, uma partícula criada por processo convencional.4 

 ilustr5

Ilustração 5 – Diferenças entre o toner polimeriçado (esq) e convencional (dir), com as partículas em perfil. 

O desenvolvimento das partículas esféricas e químicas trouxe, principalmente à HP, a capacidade de desenvolver cartuchos cada vez menores, e por conseqüência, impressoras cada vez menores.

 ilustr6

Ilustração 6 – Processo de fabricação de nanopartículas
Mistura; Dispersão, Condensação e Separação5

 Quanto à sua polaridade

    1. Partículas negativas
      1. Usadas em HP, Lexmark, Canon, Samsung;
    2. Partículas positivas
      1. Usadas em Brother;

O sistema de criação de imagem trabalha todo com geração de cargas positivas, de maneira inversa aos toneres convencionais.

 Quanto à sua utilização

    1. Universal
      1. Normalmente criado para um único modelo, porém pode ser usado, com relativo sucesso, em vários modelos, respeitando as diferenças entre as marcas, polaridade do pó, presença de revelador e em alguns casos, velocidade.
      2. Sua utilização pode prejudicar características como coloração, fixação no papel após sua fusão e geração de lixo.
      3. Ex: Universal HP Baixa, Universal Lexmark alta, Universal Samsung baixa…
    2. Específicos
      1. Cada modelo com seu pó específico. As características de impressão, como capacidade de fixação do pó na folha, rendimento, geração de lixo, intensidade de cor e desgaste de peças internas do cartucho são maximizadas.

A decisão quanto à sua compra cabe sempre ao usuário final, porém, convido o leitor a fazer contas. Muitas vezes a somatória das características perdidas com a utilização do pó universal não compensa o mais alto custo dos pós de toner específicos. Talvez aqui o único diferencial de compra seja o menor investimento em estoque de material, o que também não representa muito no montante total investido, uma vez que o pó de toner representa em média 5% do custo total de um cartucho recondicionado.

 Quanto à sua coloração

    1. Normal
      1. Coloração, rendimento e geração de lixo semelhantes aos originais;
    2. Gráfico
      1. Toner mais negro e com maior fechamento, usado teoricamente em impressão de papel vegetal, por gráficas, para criação de fotolitos;
      2. Composto por partículas mais escuras e maiores, na prática usado para esconder falhas nos sistemas de alimentação de pó (rolo magnético, lâmina dosadora e OPC);
      3. Maior desgaste das peças internas
      4. Maior quantidade de lixo gerado
      5. Menor rendimento (até 30% inferior)
      6. Em alguns casos pode apresentar deficiência grave em impressão de traços finos e cores claras.

 O stress gerado com os clientes pelos problemas causados pela utilização de toneres com características diferentes das originais vêm mantendo nosso Mercado com sua ainda pequena fatia frente ao Universo de cartuchos que podem ser recondicionados.

Sabemos que os fabricantes de pó vêm se esforçando para conseguir toneres cada vez melhores, com suas características mais próximas que os originais, e certamente estes disponibilizam para aquisição seus pós específicos. Cabe então a nós, recondicionadores, adquiri-los e usá-los, pois só assim conseguiremos atingir níveis de qualidade que nos permita competir com nosso maior concorrente: o fabricante de cartuchos originais, e de quebra, melhorar nosso faturamento.

Pense nisto antes de comprar sua próxima garrafa de toner.

 Bibliografia consultada para este artigo:

Site HP Brasil – Site HP Estados Unidos – Site Samsung – Site Konika-Minolta

Site Océ – Simitri Toner – “Grow your own Toner Particles”; Edward Heng, nov. 2007 – “Nanosphere Process and Technology” – Nanosphere Process and Technology Laboratory

“Toner; Convencional, TTT, Químico”, Enrique Stura, Uninet Imaging, out. 2008

 O Instituto Cássio Rodrigues foi fundado em 2006, pelo Eng. Cássio Rodrigues com o intuito de estudar, profissionalizar, qualificar e melhorar o mercado de remanufatura.

Seu Fundador, após 13 de experiência no ramo e verificando os motivos porque tantas empresas têm dificuldades em manter os padrões de qualidade aliados a falta de conhecimento não apenas no que se refere a questões técnicas, mas também, comercialização, fornecimento, logística e conhecimentos de marketing, criou o instituto onde o aluno encontra soluções para gerar um verdadeiro crescimento e lograr sucesso profissional. O mercado está mais exigente onde sobreviverão somente os melhores.

Contatos pelo e-mail: atendimento@cassiorodrigues.eng.br

1 Toneres Colorsphere: Fonte: Site HP Estados Unidos

2 Micrografia – site HP – 3 Copyright: Simitri toner

4 Grown your Own Toner, Edward Heng

5 Copyright © 2002 Nanosphere Process and Technology Laboratory

Publicação autorizada pelo autor e pelo editor da revista.


CIESP – OESTE

27/10/2009

Bla-Ciesp

A diretora da Onport Blanca Sasso, recebe através da CIESP Oeste uma homenagem muito emotiva lembrando o Dia Internacional da Mulher.


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